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	<title>E se, do nada, resolvesse escrever?</title>
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	<description>Textos e textos e textos e textos e...</description>
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		<title>E se, do nada, resolvesse escrever?</title>
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		<item>
		<title>São 21 palavras.</title>
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		<pubDate>Mon, 19 Dec 2011 05:27:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Wesley</dc:creator>
				<category><![CDATA[Introspecção]]></category>

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		<description><![CDATA[didascálias sem drama: Apertar no Play antes de começar a ler E falar assim, com o português do &#8220;Brasil&#8221; que ainda resta. &#160; Faltam menos de 24 horas para ter vivido quase metade da minha vida em Portugal. &#160; As memórias esquecem de certos pormenores e alguns pormenores fogem da memória. &#160; É engraçado olhar [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=rabiscozzz.wordpress.com&amp;blog=8885761&amp;post=672&amp;subd=rabiscozzz&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:center;"><span style="text-align:center; display: block;"><a href="http://rabiscozzz.wordpress.com/2011/12/19/672/"><img src="http://img.youtube.com/vi/WMvqbpNocQE/2.jpg" alt="" /></a></span></p>
<h6 style="text-align:center;">didascálias sem drama: Apertar no Play antes de começar a ler</h6>
<p>E falar assim, com o português do &#8220;Brasil&#8221; que ainda resta.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Faltam menos de 24 horas para ter vivido quase metade da minha vida em Portugal.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>As memórias esquecem de certos pormenores e alguns pormenores fogem da memória.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>É engraçado olhar para trás e ver as migalhas que deixei para trás:</p>
<ul>
<li>Silves</li>
<li>Portimão</li>
<li>Costa da Caparica</li>
<li>Camarate</li>
<li>Oliveira do Hospital</li>
<li>Queluz</li>
<li>Cacém</li>
<li>Chelas</li>
<li>Leça da Palmeira</li>
</ul>
<p>E quem conhece, sabe que é muita migalha, muito pão ralado que caminhei nessa vida.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>E todos a quem conheci.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Os sítios onde fui.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Vivi alguma coisa, alguma boa coisa, para quem só tem 21.</p>
<p>Já fiz muita porcaria para quem só tem 21.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>E resumir isso tudo que é viver vivendo é, não só complicado, mas vão.</p>
<p>Há sempre um qualquer com uma história de vida, feita num livro melhor que o nosso. Do outro lado, há aqueles que gostam de ler rascunhos.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Há sempre um qualquer que não se acha um qualquer.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>E eu sempre pensei que era um peixe do mar, não de aquário.</p>
<p>E sempre pensei que os peixes do mar tivessem uma vida em grande.</p>
<p>E, hoje, sei que no aquário do mar, tudo tem limite, tudo tem lugar, tudo tem propósito.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Alguém escreveu que éramos filhos de peixes.</p>
<p>Alguém escreveu que éramos burros.</p>
<p>Alguém escreveu que éramos cães.</p>
<p>Alguém escreveu que éramos macacos.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>E já escrevi muita coisa.</p>
<p>E não me revejo em muita coisa que escrevi.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Quem escreve, pode escrever o futuro, mas escreve o futuro do presente.</p>
<p>E o futuro do presente é fácil escrever.</p>
<p>Ainda mais fácil de ler.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Quem escreve, pode escrever o passado, mas já é passado, já foi vivido. Para que escrevê-lo?</p>
<p>Para o que escreve o presente, ter o que ler.</p>
<p>Para que, quem escrever o futuro, saber escolher o que ler.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Eu não escrevo o que vejo.</p>
<p>Escrevo a minha cegueira.</p>
<p>Escrevo o desejo de ver.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>E, por escrever tantas vezes, as letras confundem umas ás outras.</p>
<p>E, por tentar ver, as imagens confundem-se com letras.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Quem escreve, não sabe cantar.</p>
<p>Quem canta, sabe ler.</p>
<p>Quem lê o que escreveram, canta.</p>
<p>Quem lê o que escreveu, encanta.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>E são 21.</p>
<p>Anos enrolados em letras e versos.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Eu comecei por falar em concreto.</p>
<p>É difícil escrever em concreto.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Quem escreve em versos, é fraco.</p>
<p>Quem escreve em prosa é mais forte.</p>
<p>Quem não escreve, não vai longe.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Existe sempre algo por escrever.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>É impossível não saber escrever.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em prosa ou em verso.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Existe sempre alguém para ler.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>E, no fim de tudo, a vontade de escrever não morre, não adormece, não diminui, não envelhece.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Tudo envelhece, menos as palavras.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Nascemos num caderno por escrever.</p>
<p>Envelhecemos em linhas preenchidas.</p>
<p>Morremos em breves palavras gravadas na lápide.</p>
<p>Eternamente seremos conhecidos pelas palavra que escolhemos materializar fora do papel.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align:center;"><em>Já sorri muito para quem só tem 21.</em></p>
<p><a href="http://rabiscozzz.files.wordpress.com/2011/12/69015_450533693258_820843258_5153617_3866578_n.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-675" title="." src="http://rabiscozzz.files.wordpress.com/2011/12/69015_450533693258_820843258_5153617_3866578_n.jpg?w=500&#038;h=375" alt="" width="500" height="375" /></a></p>
<br />Filed under: <a href='http://rabiscozzz.wordpress.com/category/introspeccao/'>Introspecção</a>  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/rabiscozzz.wordpress.com/672/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/rabiscozzz.wordpress.com/672/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/rabiscozzz.wordpress.com/672/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/rabiscozzz.wordpress.com/672/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/rabiscozzz.wordpress.com/672/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/rabiscozzz.wordpress.com/672/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/rabiscozzz.wordpress.com/672/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/rabiscozzz.wordpress.com/672/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/rabiscozzz.wordpress.com/672/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/rabiscozzz.wordpress.com/672/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/rabiscozzz.wordpress.com/672/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/rabiscozzz.wordpress.com/672/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/rabiscozzz.wordpress.com/672/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/rabiscozzz.wordpress.com/672/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=rabiscozzz.wordpress.com&amp;blog=8885761&amp;post=672&amp;subd=rabiscozzz&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>O assunto é Estudos/Formação</title>
		<link>http://rabiscozzz.wordpress.com/2011/11/16/o-assunto-e-estudosformacao/</link>
		<comments>http://rabiscozzz.wordpress.com/2011/11/16/o-assunto-e-estudosformacao/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 16 Nov 2011 14:41:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Wesley</dc:creator>
				<category><![CDATA[Introspecção]]></category>
		<category><![CDATA[Sociedades]]></category>

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		<description><![CDATA[O texto que se segue tem a origem no post do Facebook, onde o assunto era os Estudo/Formação e a luta que é feita, em vão, para baixar as propinas e lutar por um ensino superior gratuito. Um dos intervenientes (A) sublinhou o seguinte: &#8220;Nesta matéria, há o princípio e depois a realidade: embora o [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=rabiscozzz.wordpress.com&amp;blog=8885761&amp;post=659&amp;subd=rabiscozzz&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="id_4ec3c43edd3581d96079454">O texto que se segue tem a origem no post do Facebook, onde o assunto era os Estudo/Formação e a luta que é feita, em vão, para baixar as propinas e lutar por um ensino superior gratuito.</div>
<div>Um dos intervenientes (A) sublinhou o seguinte:</div>
<div>&#8220;Nesta matéria, há o princípio e depois a realidade: embora o &#8220;tudo grátis para todos&#8221; não faça sentido, o apoio a quem precisa já faz, com critério; mas os abusos acabam por estragar a lógica dum sistema que deve dar oportunidades a quem precisa, exigindo a quem pode pagar que pague.&#8221;</div>
<div>Esta foi a minha intervenção:</div>
<div> <em>O problema são os abusos de quem tira partido de uma falha no sistema.</em></div>
<div><em>E eles pensam, &#8220;se podes ter o mesmo por um valor mais baixo, porque não?&#8221;</em></div>
<div>
<em> O erro, além de estar na cabeça desses milharfes, está no próprio sistema que permitiu que existisse essa falha.</em></div>
<div>
<em> Se houvesse uma avaliação rígida da actual situação económica do estudante, não existiria abuso por parte dos milharfes.</em></div>
<div>
<em> E essa situação, nem se deveria por em cima da mesa.</em><br />
<em> Estudar é um direito.</em></div>
<div>
<em> Deixem-me relembrar-vos:</em></p>
<p>&#8220;Declaração Universal dos Direitos Humanos</p>
<p>Artigo XXVI</p>
<p>1. Toda pessoa tem direito à instrução. A instrução será gratuita, pelo menos nos graus elementares e fundamentais. A instrução elementar será obrigatória. A instrução técnico-profissional será acessível a todos, bem como a instrução superior, esta baseada no mérito.</p>
<p>2. A instrução será orientada no sentido do pleno desenvolvimento da personalidade humana e do fortalecimento do respeito pelos direitos humanos e pelas liberdades fundamentais. A instrução promoverá a compreensão, a tolerância e a amizade entre todas as nações e grupos raciais ou religiosos, e coadjuvará as actividades das Nações Unidas em prol da manutenção da paz.</p>
<p>3. Os pais têm prioridade de direito n escolha do género de instrução que será ministrada a seus filhos.&#8221;</p>
<p><em>Sabem qual é o problema?</em></div>
<div>O Governo se aproveita da falta de objectividade existente nas frases:<br />
&#8220;A instrução será gratuita, pelo menos nos graus elementares e fundamentais.&#8221; <em>e</em> &#8220;A instrução técnico-profissional será acessível a todos, bem como a instrução superior, esta baseada no mérito.&#8221;</p>
<p><em>Um único senão, a instrução superior é elementar e fundamental para a conseguir cumprir um outro artigo na Declaração Universal dos Direitos Humanos:</em></div>
<div>&#8221; Artigo XXIII:</div>
<div>3. Toda pessoa que trabalhe tem direito a uma remuneração justa e satisfatória, que lhe assegure, assim como à sua família, uma existência compatível com a dignidade humana, e a que se acrescentarão, se necessário, outros meios de protecção social.&#8221;</p>
<p><em>Ora, todos sabemos que, tendo em conta a actual situação nacional e mundial, uma</em> &#8221; remuneração justa e satisfatória, que lhe assegure, assim como à sua família, uma existência compatível com a dignidade humana&#8221;<em> só é assegurada quando se tem uma</em> &#8220;A instrução técnico-profissional, bem como a instrução superior&#8221;.</p>
<p><em>Eu sei que tudo tem um custo. </em></div>
<div>
<em> No entanto, existe o semear e o colher.</em><br />
<em> Semear: </em><br />
<em> &#8211; boas condições de estudo e formação para todos e; </em><br />
<em> Colher:</em><br />
<em> &#8211; um grupo de profissionais bem formados e contentes com a possibilidade de vir a exercer, no próprio país, algo pela qual lutaram durante metade da sua vida (e isso é importante), que irão, de forma natural, beneficiar a situação económica do país. </em></p>
<p><em> Simples. Investir. Semear e colher. E fidelizar o sentimento de ser-se Português. </em></p>
<p><em> (E sei que andei a escrever para nada. Os mais velhos é que sabem.)</em></div>
<div>E, após isso, o interveniente A disse:</div>
<div>&#8220;Brilhante discurso!<br />
Mas o problema é mais vasto. Agora muito pessoal que foi formado pelo Estado, pagando ou não propinas, está a ir prestar serviços fora do país, muitos talvez p/ sempre, por falta de emprego&#8230; E aí perdeu-se o investimento feito para o país.<br />
Mas a mentalidade Estado-paizinho aplica-se a muitas áreas da sociedade. Talvez agora o povo perceba que, quando o Estado paga, tem que ir buscar o dinheiro ao bolso do contribuinte, e passe a pensar que é melhor cada um tratar de si, dentro do possível&#8230;&#8221;</div>
<div>Ao que eu respondi:</div>
<div>&#8220;<em>Sabes porque que os Portugueses &#8220;bazam&#8221;? O Português não fideliza o ser-se Português</em>.&#8221;</div>
<div>Ao que saiu-se-lhe isto:</div>
<div>&#8220;<strong>Tá de crise&#8230;</strong>&#8220;</div>
<div>E eu, concordei, acrescentando:</div>
<div><em>Claro está. Mas a crise não nasce do nada. Foi uma inconstância e um incumprimento tão duradouro, que o resultado final só poderia ser a crise.</em></p>
<p><em> E o falar agora do que poderia ter sido, de nada vale. Por isso é que sublinho, como Portugal vai &#8220;resolver-se&#8221; sem Português capazes?</em></div>
<div>E o interveniente A:</div>
<div>&#8220;Boa Pergunta!&#8221;</div>
<div>E eu finalizo desta forma:</div>
<div><em>As Resposta possíveis são:</em></p>
<ul>
<li><em> Portugal não se vai resolver.</em></li>
</ul>
<ul>
<li><em> Portugal vai ser &#8220;resolvido&#8221; por outros. (É uma ideia apaixonante.)</em></li>
</ul>
<ul>
<li><em> Portugal vai se resolver pela mão dos próprios Portugueses.</em></li>
</ul>
<ul>
<li><em> (E a mais fácil) Portugal vai se resolvendo.</em></li>
</ul>
<p>&nbsp;</p>
<p>Essa última é tão fácil, que tem sido a resposta dada até hoje.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>E sei também, que é muito fácil, facílimo, falar sobre a crise, ou como sair dela ou como criamos esta crise.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Difícil é aceitar que a resposta certa é a mais difícil de aceitar.</p>
</div>
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