Estudar é um direito.
“Declaração Universal dos Direitos Humanos
Artigo XXVI
1. Toda pessoa tem direito à instrução. A instrução será gratuita, pelo menos nos graus elementares e fundamentais. A instrução elementar será obrigatória. A instrução técnico-profissional será acessível a todos, bem como a instrução superior, esta baseada no mérito.
2. A instrução será orientada no sentido do pleno desenvolvimento da personalidade humana e do fortalecimento do respeito pelos direitos humanos e pelas liberdades fundamentais. A instrução promoverá a compreensão, a tolerância e a amizade entre todas as nações e grupos raciais ou religiosos, e coadjuvará as actividades das Nações Unidas em prol da manutenção da paz.
3. Os pais têm prioridade de direito n escolha do género de instrução que será ministrada a seus filhos.”
Sabem qual é o problema?
“A instrução será gratuita, pelo menos nos graus elementares e fundamentais.” e “A instrução técnico-profissional será acessível a todos, bem como a instrução superior, esta baseada no mérito.”
Um único senão, a instrução superior é elementar e fundamental para a conseguir cumprir um outro artigo na Declaração Universal dos Direitos Humanos:
Ora, todos sabemos que, tendo em conta a actual situação nacional e mundial, uma ” remuneração justa e satisfatória, que lhe assegure, assim como à sua família, uma existência compatível com a dignidade humana” só é assegurada quando se tem uma “A instrução técnico-profissional, bem como a instrução superior”.
Eu sei que tudo tem um custo.
Semear:
– boas condições de estudo e formação para todos e;
Colher:
– um grupo de profissionais bem formados e contentes com a possibilidade de vir a exercer, no próprio país, algo pela qual lutaram durante metade da sua vida (e isso é importante), que irão, de forma natural, beneficiar a situação económica do país.
Simples. Investir. Semear e colher. E fidelizar o sentimento de ser-se Português.
(E sei que andei a escrever para nada. Os mais velhos é que sabem.)
Mas o problema é mais vasto. Agora muito pessoal que foi formado pelo Estado, pagando ou não propinas, está a ir prestar serviços fora do país, muitos talvez p/ sempre, por falta de emprego… E aí perdeu-se o investimento feito para o país.
Mas a mentalidade Estado-paizinho aplica-se a muitas áreas da sociedade. Talvez agora o povo perceba que, quando o Estado paga, tem que ir buscar o dinheiro ao bolso do contribuinte, e passe a pensar que é melhor cada um tratar de si, dentro do possível…”
E o falar agora do que poderia ter sido, de nada vale. Por isso é que sublinho, como Portugal vai “resolver-se” sem Português capazes?
- Portugal não se vai resolver.
- Portugal vai ser “resolvido” por outros. (É uma ideia apaixonante.)
- Portugal vai se resolver pela mão dos próprios Portugueses.
- (E a mais fácil) Portugal vai se resolvendo.
Essa última é tão fácil, que tem sido a resposta dada até hoje.
E sei também, que é muito fácil, facílimo, falar sobre a crise, ou como sair dela ou como criamos esta crise.
Difícil é aceitar que a resposta certa é a mais difícil de aceitar.
Excelente reflexao filho… pensar ‘e dificil exige trabalho, requer fluidez e lucidez, f’acil ‘e acomodar-se ao “status quo”, penso que foi isso que petrificou a sociedade europeia: hedonismo, consumismo, bem estar material, prazer ilimitado que culminou num ser desmiolado, analfabetizado, mediocr’atico e narcizado, deu pra entender? acho que sim.
Aonde est’ao os novos fil’osofos? nao h’a mais, aonde estao os revolucionarios? estao acomodados com o prazer da mediocridade, aonde estao os lideres politicos? estao enxarfados na megalomania do poder pelo poder…enfim.
Europa, necessita de novos pensadores, revolucionarios, pastores ‘eticos e profundamente espirituais, cidadaos pro-ativos e por ai vai.
Essa crise poder gerar uma nova revolucao e produzir subversivos…nao essa geracao de covardes, acomodados, quadrados e intimidados.
Pensemos nisso!!!
Como diria Rui Barbosa:”… bendito o que semeia livros e faz o povo pensar…”
Mas quem le? quem tem coragem de refletir? de metamorfosear? essa geracao? que deseja mais Cristiano Ronaldo do que lutero, Calvino, erasmo, tomas moore, tolstoy, e muitos outros?
Valeu pela reflexao…
Beijos, seu pai Josenaldo